DILATAÇÃO DE SÓLIDOS & DE LÍQUIDOS
Dilatação Térmica dos Sólidos
A dilatação térmica é um fenômeno físico em que as dimensões de um corpo se alteram devido a uma variação de temperatura. No caso dos sólidos, essa alteração pode ser observada no comprimento, na área ou no volume, dependendo da sua geometria e da forma como o calor é aplicado. Compreender esses tipos de dilatação é crucial para diversas aplicações na engenharia e na vida cotidiana.
O que Causa a Dilatação?
Em nível microscópico, o calor é energia. Quando um sólido é aquecido, a energia térmica faz com que seus átomos e moléculas vibrem com maior amplitude. Esse aumento na vibração faz com que as partículas ocupem um espaço maior, resultando na expansão do material. Da mesma forma, quando a temperatura diminui, a vibração das partículas é reduzida, elas se aproximam, e o material sofre contração.
A intensidade da dilatação depende de três fatores principais:
Material: Cada substância tem um "coeficiente de dilatação" específico, que indica o quanto ela se expande para cada grau de variação de temperatura.
Dimensão Inicial: Quanto maior a dimensão original do corpo, maior será a dilatação sofrida.
Variação de Temperatura: Uma maior variação de temperatura (seja aquecendo ou resfriando) resultará em uma maior dilatação ou contração.
Tipos de Dilatação para Sólidos
Podemos classificar a dilatação dos sólidos em três tipos principais, de acordo com as dimensões que são mais relevantes para o estudo:
Dilatação Linear (1D):
Conceito: Ocorre quando uma das dimensões do corpo (o comprimento) é muito maior que as outras duas (largura e espessura), tornando a dilatação nas outras direções desprezível. É a dilatação em "uma dimensão".Fórmula:
ΔL: variação do comprimento (m)
L0: comprimento inicial (m)
α (alfa): coeficiente de dilatação linear do material (∘C−1 ou K−1)
ΔT: variação de temperatura (∘C ou K)
Essas lacunas permitem que o trilho se expanda linearmente sem causar danos à estrutura. Fios elétricos suspensos entre postes também são instalados com uma certa folga para que possam contrair em dias frios sem arrebentar.
Dilatação Superficial (2D):
Conceito: Acontece quando duas dimensões do corpo (comprimento e largura) são muito maiores que a terceira (espessura), e a dilatação ocorre principalmente na área da superfície. É a dilatação em "duas dimensões".
Fórmula:
ΔA: variação da área (m2)
A0: área inicial (m2)
β (beta): coeficiente de dilatação superficial do material (∘C−1 ou K−1), onde
ΔT: variação de temperatura (∘C ou K)

É por isso que em grandes construções, como calçadas ou telhados de concreto, vemos frequentemente "juntas de dilatação" que são pequenas frestas para permitir essa expansão superficial, evitando rachaduras. Outro exemplo é aquecer uma tampa de metal muito apertada em um pote de vidro: a tampa dilata sua área, ficando mais fácil de girar e abrir.
Conceito: Ocorre quando as três dimensões do corpo (comprimento, largura e altura/profundidade) são relevantes e a dilatação é observada no volume total do material. É a dilatação em "três dimensões".
Fórmula:
ΔV: variação do volume (m3)
V0: volume inicial (m3)
γ (gama): coeficiente de dilatação volumétrica do material (∘C−1 ou K−1), onde
ΔT: variação de temperatura (∘C ou K)
Outra aplicação é o enchimento de tanques de combustível: eles não são preenchidos até a borda, pois o combustível e o próprio tanque podem dilatar com o calor, causando transbordamento ou pressão excessiva.
1.UNIMONTES
Para fixação de peças metálicas na indústria, pode ser utilizado o princípio da
dilatação térmica dos sólidos, como no caso a seguir. Uma barra de alumínio com
seção transversal de 4,82 cm2 precisa ser fixada a uma peça que
possui uma cavidade com 4,80 cm2 de abertura a uma temperatura de 25
ºC. A que temperatura a cavidade precisa ser aquecida para que a barra entre
nela com uma folga de 0,01 cm2? (Dado: ⲀAl= 25 x 10-6
°C-1)
A)
175 ºC.
B)
150 ºC.
C)
125 ºC.
D)
100 ºC.
Link para resolução https://youtu.be/myYJ1V0v4YU
outra
versão https://youtu.be/8yZEHjKNN0E
2.ALBERT EINSTEIN No início de um dia, uma piscina de fundo plano e horizontal continha água a 15 ºC, até o nível de 1 cm abaixo da borda. Nesse dia, quando a água foi aquecida a 35 ºC, a piscina ficou completamente cheia, como mostra a figura.
Sabendo que a dilatação volumétrica sofrida por um líquido é diretamente proporcional ao volume inicial desse líquido e à variação de temperatura sofrida por ele, e considerando que o coeficiente de dilatação volumétrica da água nessa faixa de temperatura é 2 × 10–4 ºC–1, a profundidade H dessa piscina é de, aproximadamente,
(A) 2,0 m.
(B) 1,5 m.
(C) 2,5 m.
(D) 1,0 m.
(E) 0,5 m.
Link para resolução https://youtu.be/Q1YpYTeWNFg
3. UFRGS Duas barras metálicas, X e Y, com comprimentos respectivamente iguais a Lo e 1,5 Lo, são submetidas à mesma variação de temperatura ΔT, conforme figura abaixo.
Sendo αX e αY, respectivamente, os coeficientes de dilatação linear de X e Y, a razão αX/αY é igual a
(A) 1/2.
(B) 2/3.
(C) 1.
(D) 3/2.
(E) 2.
link para resolução https://youtu.be/cfEH5_KLMcs
4. UEL
Uma fábrica de fuselagens, que utiliza o procedimento de rebitagem na linha de
montagem, funciona regularmente desde o ano de 1998. Naquele ano, a temperatura
média local era de 24°C. Uma das partes da fuselagem não apresenta nenhuma
alteração de dilatação por conta da variação de temperatura. Nela são feitos
pequenos furos para a inserção de rebites,que entram sem folga alguma.
Entretanto, no ano de 2023, com a temperatura média local de 24,8°C, a produção
precisou ser paralisada por conta de problemas com a inserção dos rebites.
Considerando que os rebites utilizados são de zinco, cujo coeficiente de
dilatação linear é 26.10-6 C-1, é correto afirmar que
eles
a)
não entravam nos furos, pois houve uma variação de área de (41,6.10-6).Ao.
b)
não entravam nos furos, pois houve uma variação de área de (20,8.10-6).Ao.
c)
não entravam nos furos, pois houve uma variação de área de aproximadamente
(62,4.10-6).Ao.
d)
entravam nos furos com folga, devido ao aumento do seu comprimento em (41,6.10-6).Lo.
e)
entravam nos furos com folga, devido à diminuição do seu comprimento em
(20,8.10-4).Lo.
link para resolução https://youtu.be/qSfQU7Vvwb4
5.UERJ Em um instituto de análises físicas, uma placa de determinado material passa por um teste que verifica o percentual de variação de sua área ao ser submetida a aumento de temperatura. Antes do teste, a placa, que tem área igual a 3,0 × 103 cm2 , encontra-se a 20 ºC; ao ser colocada no forno, sua temperatura atinge 60 ºC. Sabe-se que o coeficiente de dilatação linear do material que a constitui é igual a 1,5 × 10−5 °C−1 . Nesse teste, o percentual de variação da área da placa foi de:
A. 0,16%
B. 0,12%
C. 0,8%
D. 0,6%
link para resolução https://youtu.be/-iyoFhS8RWw
6.UEA Pontes geralmente são construídas com segmentos que, dentre várias outras funções, servem para impedir que dilatações térmicas danifiquem suas estruturas. A figura a seguir destaca como se dá a junção dos segmentos de uma ponte.
Com base nos dados apresentados no gráfico, conclui-se que, dada uma variação de temperatura de 20 ºC, o segmento da ponte dilatará em
(A) 14,0 cm.
(B) 11,0 cm.
(C) 8,0 cm.
(D) 5,0 cm.
(E) 2,0 cm.
link para resolução https://youtu.be/vCuaMsHunxY
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1.ESPCEX Dois recipientes de mesma
forma e tamanho são feitos do mesmo material e têm o coeficiente de dilatação
volumétrico igual a γR Um deles está completamente cheio de um
líquido A com coeficiente de dilatação real igual a γA, e o outro
está completamente cheio de um líquido B com coeficiente de dilatação real
igual a γB . Em um determinado instante, os dois recipientes são
aquecidos e sofrem a mesma variação de temperatura. Devido ao aquecimento, um
décimo do volume inicial do líquido A transborda e um oitavo do volume inicial
do líquido B também transborda. Com relação à situação exposta, podemos afirmar
que é verdadeira a seguinte relação:
a.
γA = 2.γR + 4.γB
b.
γA = 5.γR + 4.γB
c.
γA = 2.γR - 8.γB
d.
γR = 5.γA- 4.γB
e.
γR = 2.γA+ 8.γB
link
para resolução https://youtu.be/bpXcV1E43sQ
RESPOSTAS






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